Sim, eu converso sozinho, converso com Deus (meu eterno companheiro). Converso com o espelho, com as paredes, com meu remédio e até com o meu prato. Dou bom dia pro Renato Machado e Renata Vasconcelos, converso com meus livros, converso com o cadeado do meu portão que insiste em travar quando estou atrasado. Eu ando na rua conversando sem som, e quem olha acha que eu to cantarolando, porque eu faço as expressões de felicidade ou tristeza. Eu ensaio desculpas, mas sempre que vou usá-las é como se me pegassem de supresa (risos). Eu converso gesticulando e ainda faço uns barulhinhos com a boca que representam o que eu to visualizando na minha conversa. E quando falo sozinho sempre solto um... “né?!” no final das frases, como se eu estivesse me dando sermão. Eu minto pra mim mesmo, que as vezes chego a acreditar que é verdade. Eu fantasio o que falo. Eu me acho, e também me esnobo, me calo, e logo depois eu boto a boca no trombone. Eu canto, e acredito que canto bem, embora todos discordam. Me chamo de louco e maluco, mas depois vejo que sou consciente demais em tudo que faço. Eu falo demais, mas penso muito antes de falar. Eu falo que não gosto, mas adoro. Eu falo que não me atinge, mas me provoca. Eu falo que não sou romântico, mas sonhos toda noite com um amor igual de filmes. Eu falo que adoro falar, que falo demais, mas na hora de ligar no celular de quem eu gosto, eu não ligo. É, eu não ligo. Eu sou orgulhoso, mas sou é um banana. Eu falo que odeio mentiras, mas sempre acho graça delas, por mais banal que seja. Eu me contradigo. Eu complico. Eu me esforço. Eu consigo. Eu desisto. Eu amo. Enfim, me adoro.
Ai ai, só eu pra adorar, ser amigo e condescendente de mim mesmo.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Você é humano!
ResponderExcluir